12 livros sobre audiovisual para ler em 2019

O primeiro livro foi impresso em 1455 e em pleno 2019 com youtube, podcasts e zapzap, a leitura ainda é uma fonte incrível de conhecimento e exercício mental.

Este ano quero trazer pra você um monte de conteúdos sobre fotografia, cinema, história da arte e tudo mais, diretamente dos livros. A maioria da galera que filma e fotografa, consome apenas conteúdo em video e a leitura acaba passando despercebida.

E pra começar, quero te convidar para o meu desafio de 12 livros sobre audiovisual para ler em uma ano. Bora?

Recebi várias dicas de livros legais sobre fotografia, cinema, roteiro, criatividade, arte etc. dos amigos do audiovisual e selecionei os 12 que vou ler este ano. Os que ficaram fora da lista estarão no final do post.

1 – Pense como um Artista

A sabedoria e o pensamento criativo dos grandes artistas, de Da Vinci a Ai Weiwei, que podem ajudar a transforma sua vida Como editor de artes da BBC, Will Gompertz entrevistou e conviveu com muitos dos maiores artistas, diretores, escritores, músicos, atores, designers e pensadores criativos do mundo. E descobriu uma série de traços comuns a todos eles: práticas e processos básicos que estimulam e permitem que seus talentos floresçam. Combinando história da arte e estratégias criativas num livro realmente inspirador, o autor nos convoca a adotar esses processos e práticas. E ensina que, não importa nossa área de atuação, eles podem nos ajudar a alcançar coisas extraordinárias também. Usando como exemplo diversos artistas consagrados entre eles Michelangelo, Van Gogh, Duchamp, Picasso, Andy Warhol, Ai Weiwei e Marina Abramovic, Gompertz trata de criatividade, autoconfiança e persistência. E mostra que para ser bem-sucedido mesmo o mais genial e revolucionário dos artistas precisou, e precisa, pensar diferente, fazer diferente, confiar em si mesmo, ser empreendedor e seguir em frente. Então, pense como um artista e… Seja curioso de verdade: a descoberta das lentes ópticas por Caravaggio mudou a arte para sempre; Pense no contexto mais amplo e no detalhe mínimo: Turner transformou uma obra-prima com uma pequena pincelada de tinta vermelha. Seja empreendedor: como Andy Warhol e Damien Hirst, faça da criatividade seu bem mais valioso; E não tenha medo de errar. É quase sempre o plano B que dá certo: Mondrian passou anos pintando árvores antes de se tornar um mestre da abstração. “Will Gompertz é o melhor professor que você já teve.” The Guardian

2 – A Câmara Clara

Neste clássico francês, Roland Barthes estabelece uma correlação entre os processos ópticos de reprodução da imagem para nos mostrar que sem a intervenção pessoal, subjetiva, do observador — que pode ver nela muito mais do que o registro realista ou a mensagem codificada —, a fotografia ficaria limitada ao registro documental. A câmara clara não é, portanto, um tratado sobre a fotografia enquanto arte nem uma história sobre o tema. Absolutamente original, Barthes se lança à tarefa de decifrar o objeto artístico, a “obra” entendida como mecanismo produtor de sentido.

3 – Quentin Tarantino. Arquivos De Um Fanático Por Cinema

Entenda um dos maiores diretores da história e sua impecável filmografia. Antes de 1992, ninguém sabia quem era Quentin Tarantino. Mas foi só uma orelha ser cortada em uma das cenas de tortura mais inesquecíveis da história do cinema e, aliás, a sequência preferida do diretor, que o mundo passou a prestar atenção nesse nome. Dois anos depois, Uma Thurman apareceu na tela com os cabelos pretos curtos, tomando injeção de adrenalina e dançando ao lado de um John Travolta matador e cabeludo, e ninguém jamais esqueceu. Desde Hitchcock, nenhum diretor denotava um gênero próprio apenas pelo nome. É algo muito Tarantino misturar coisas que aparentemente não combinam. Citações bíblicas enquanto um tiro vai ser disparado, uma noiva espancada até ficar inconsciente no próprio casamento, o sex symbol Brad Pitt tirando escalpos nazistas, “Like a Virgin”, de Madonna, gerando uma empolgada discussão de significado entre um grupo de homens e por aí vai. Se até com Saddam Hussein foi encontrado com uma cópia de “Pulp Fiction” durante a Guerra do Iraque, é difícil achar alguém que resista ao charme das obras de Quentin Tarantino: uma mistura impecável de comédia e terror, com violência e sangue ao extremo.

4 – Grande magia

Ao compartilhar histórias da própria vida, de amigos e das pessoas que sempre a inspiraram, Elizabeth Gilbert reflete sobre o que significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é apenas se dedicar profissional ou exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiosidade. Uma vida sem medo, um ato de coragem. A partir de uma perspectiva única, Grande Magia nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar àquilo que mais amamos. Escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as partes mais difíceis do trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilbert oferece poderosos insights sobre a misteriosa natureza da inspiração.

5 – Subliminar: Como o inconsciente influencia nossas vidas

Best-seller nacional e internacional Do mesmo autor de O andar do bêbado Você acha que sabe como e por que faz suas escolhas? Suas preferências políticas, a gorjeta que dá ao garçom, aquele colega de trabalho com uma cara tão amigável de quem você desconfia e até a pessoa com quem você se casa não são opções tão objetivas assim. Leonard Mlodinow investiga, de forma divertida e brilhante, como o inconsciente modela nosso comportamento e determina nossas decisões e juízos sobre o mundo, as pessoas, as coisas. Um livro que vai mudar a sua vida. “Extraordinários relatos do físico norte-americano. Síntese provocadora e divertida de como as novas pesquisas em neurociência alteram nossa percepção do mundo subliminar.” Carta Capital “O autor oferece uma análise brilhante e surpreendente do que chama de ‘novo inconsciente’.” Estado de Minas “Um dos dez livros do ano.” NewScientist.com “Mlodinow mostra como a ideia de inconsciente tornou-se novamente respeitável. …Fascinante.” The Economist

6 – A História do Cinema Para Quem Tem Pressa

A palavra pressa é o particípio passado, em latim, do verbo premere (apertar). Assim, pode-se dizer que A História do Cinema para Quem Tem Pressa se propõe a contar uma das maiores sagas do século 20 (e deste início do 21) para quem precisa apertar o passo ou está apertado de tempo. E quem não está? Em 200 páginas, contextualizado com cada momento histórico, e escrito em linguagem clara e acessível, Sabadin traça um panorama do cinema – linguagem que há mais de um século revoluciona nossa maneira de ver a vida –, desde a época em que seus inventores nem sabiam direito o que fazer com ele, até os dias de hoje, quando movimenta bilhões de dólares pelos cinco continentes. A obra passeia com desenvoltura pelos principais “ismos” cinematográficos do mundo – Impressionismo, Expressionismo, Surrealismo, Realismo, Neorrealismo etc. –, ao mesmo tempo que conta como nasceu Hollywood, o que aconteceu quando os filmes começaram a falar, por que os alemães inventaram o filme de terror, por que os detetives do cinema usam capa e chapéu, como as duas Guerras Mundiais mudaram os filmes, por que o cinema francês é tão papo-cabeça, como a chegada da televisão mudou tudo, o que afinal é um blockbuster, onde entra o Brasil nessa história toda, e muitos outros temas e curiosidades sobre a chamada Sétima Arte. Só não explica que loucura é essa que nos faz tão apaixonados pela telona e pelo escurinho. Para isso, seria necessário outro livro. Aí sim, sem pressa.

7 – Sobre fotografia

Sobre fotografia, ganhador do National Book Critic Circle Award de 1977, é um livro que fez história no âmbito dos estudos da imagem. Publicado originalmente no Brasil em 1983, reúne seis ensaios escritos na década de 70, em que a romancista e filósofa Susan Sontag analisa a fotografia como fenômeno de civilização desde o aparecimento do daguerreótipo, no século XIX. O resultado é uma história social da visão, demonstrando seu lugar central na cultura contemporânea. Sontag extrapola os domínios da técnica da fotografia, enfoque que desliga a prática fotográfica do quadro social que a inventa e a consome. Abrangentes e reflexivas, as análises dialogam com a filosofia, a sociologia, a estética e a arte pictórica. A erudição da autora não se traduz, porém, em hermetismo. Seu estilo é simples, direto, leve e sedutor, marca de uma das mais atuantes intelectuais da atualidade. “A realidade, como tal, é redefinida pela fotografia”, escreve ela ao discutir as relações entre os acontecimentos e as imagens produzidas a partir deles. Sontag mostra como as noções de fato e representação se embaralham nas sociedades industriais e consumistas, onde “tudo existe para terminar numa foto”.

8 – Ligeiramente Fora De Foco

Neste livro autobiográfico, Robert Capa (1913-1954), o mitológico fotógrafo que produziu os mais incríveis registros de guerra mostra que também é um contador de histórias nato. Em seus relatos, ele fala de sua vida privada e profissional, das suas experiências como correspondente de guerra, da convivência com seus amigos John Steinbeck e Ernest Hemingway, e de sua namorada, a atriz Ingrid Bergman. Capa, que dizia que suas imagens eram “ligeiramente fora de foco, um pouco sub-expostas e a composição não é nenhuma obra de arte”, cativa o leitor numa narrativa fluente e hipnótica, com simplicidade e humor, compondo um brilhante relato histórico.

9 – Painting with Light

Few cinematographers have had as decisive an impact on the cinematic medium as John Alton. Best known for his highly stylized film noir classics T-Men, He Walked by Night, and The Big Combo, Alton earned a reputation during the 1940s and 1950s as one of Hollywood’s consummate craftsmen through his visual signature of crisp shadows and sculpted beams of light. No less renowned for his virtuoso color cinematography and deft appropriation of widescreen and Technicolor, he earned an Academy Award in 1951 for his work on the musical An American in Paris. First published in 1949, Painting With Light remains one of the few truly canonical statements on the art of motion picture photography, an unrivaled historical document on the workings of postwar American cinema. In simple, non-technical language, Alton explains the job of the cinematographer and explores how lighting, camera techniques, and choice of locations determine the visual mood of film. Todd McCarthy’s introduction provides an overview of Alton’s biography and career and explores the influence of his work on contemporary cinematography and the foreword, written expressly for this edition by award-winning cinematographer John Bailey, explores Alton’s often contentious relationships with colleagues, the American Society of Cinematographers, and the movie industry itself.

10 – Num piscar de olhos: A edição de filmes sob a ótica de um mestre

Em Num piscar de olhos, o renomado editor de cinema Walter Murch compartilha com o leitor sua experiência de mais de trinta anos. Partindo da pergunta aparentemente elementar – Por que os cortes funcionam? – o autor analisa a relação entre corte, continuidade e descontinuidade, traçando paralelos também entre filmes e sonhos, e entre o estado de espírito do espectador e a freqüência de seu piscar de olhos. Murch avalia ainda questões metodológicas, como o trabalho em equipe e a utilidade de projeções-teste. Oferece dicas práticas para todos os profissionais envolvidos na edição de um filme e, no que diz respeito a tecnologias e ferramentas, a edição digital é criteriosamente examinada no posfácio, ponderando-se suas vantagens e desvantagens. O texto, inicialmente preparado para uma palestra, é pontuado de observações inesperadas e provocantes e preserva o tom coloquial e a linguagem acessível ao leitor. Indispensável para todos os estudiosos e profissionais de cinema, televisão e publicidade, esse livro é um prazer também para os amantes da sétima arte. “Um guia extremamente lúcido da arte de editar filmes – na minha opinião, o coração da arte cinematográfica. A percepção que Walter Murch tem do assunto é impressionante, e o livro é leitura obrigatória para todos que desejam entender o processo de feitura de filmes.” George Lucas “Já foi dito: um filme nasce três vezes. Quando se termina o roteiro, quando ele é filmado e quando se edita. O Murch é um renovador neste último item. (…) Aprender com ele é básico para qualquer um que quer fazer ou mesmo já faz arte visual. Novatos ou velhos profissionais como eu. Livro de cabeceira!” Daniel Filho

11 – Criatividade S/A

Qual a fórmula do sucesso por trás de filmes adorados por multidões como Toy Story, Mostros S.A ou Procurando Nemo? Em Criatividade S.A., Ed Catmull conta a trajetória de sucesso do mais importante e lucrativo estúdio de animação da atualidade, a Pixar, que ele ajudou a fundar, ao lado de Steve Jobs e John Lasseter, em 1986, Dos encontros da equipe ás sessões de brainstorm, Catmull mostra como se constrói uma cultura da criatividade, num livro definitivo para quem busca inspiração para os próprios negócios. Com 13 bem-sucedidos filmes no currículo e 30 prêmios de animação em 20 anos de uma história de sucesso, a Pixar pode ser considerada um exemplo prático de criatividade em estado bruto. No livro, Catmull mostra que o ingrediente essencial para uma história bem-sucedida é uma ambiente empresarial que estimula a ousadia e renegra a convenção. E não se furta de passar a limpo, passo a passo, o histórico de sucesso que ajudou a construir.

12 – 2001: uma odisseia no espaço: Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke, e a criação de uma obra-prima

Cinquenta anos após seu lançamento, 2001: Uma odisseia no espaço segue desafiando e hipnotizando os espectadores. Neste trabalho de fôlego, Michael Benson esmiúça os bastidores das filmagens e, baseado em entrevistas com Arthur C. Clarke e Christiane Kubrick, investiga seus mistérios e significados. Em 1964, Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke se juntaram para, nas palavras do diretor, “fazer o primeiro filme de ficção científica que não seja considerado lixo”. Quatro anos depois, 2001: Uma odisseia no espaço seria lançado. Se hoje o filme da lendária dupla é reconhecido como uma obra-prima, a crítica da época desmereceu o lançamento como um tedioso exercício de estilo. Neste livro, o fotógrafo e escritor Michael Benson reconta a extraordinária história da criação do filme, de sua gênese ao lançamento em 1968, com anos de atraso e um orçamento estourado em milhões de dólares. Benson entrevistou longamente Clarke, bem como Christiane, viúva de Kubrick, e Doug Trumbull, o criador dos pioneiros efeitos-especiais de 2001, conseguindo captar não apenas a epopeia cinematográfica mas também toda a complexidade da relação de Kubrick e Clarke. O resultado é um misto de making of, ensaio e análise, oferecendo um retrato aprofundado de um dos mais formidáveis filmes já feitos e a dimensão do seu impacto no cinema e no imaginário moderno.

 

EXTRAS

Esculpir o tempo
Em Águas Profundas – Criatividade e Meditação
Lacrimae Rerum. Ensaios Sobre Cinema Moderno
Filosofia da Caixa Preta: Ensaios para uma futura filosofia da fotografia
A Espera Do Tempo. Filmando com Kurosawa
O Sentido do Filme
Meu Último Suspiro
A Audiovisão
Ozu: O extraordinário cineasta do cotidiano
Da Imagem Ao Clichê, Do Clichê À Imagem. Deleuze, Cinema E Pensamento
Ismos. Para Entender a Arte
Ismos. Para Entender o Cinema
Story. Substância, Estrutura, Estilo e os Princípios da Escrita de Roteiro
A alma artesã
On Film-making
A Dádiva
Conversas com Kubrick
Conversas com Woody Allen
Luz, Câmera e Ação
O instante continuo
Making movies
Da minha terra à terra
Roube como um artista
Mostre o seu trabalho
O olhar do cineasta
Os 5 cs da cinematografia
breve historia da fotografia
O olho do fotógrafo
O sentido do filme
Hitchcock / Truffaut
A Linguagem Secreta do Cinema
Copo de luz